(Source: fuckyeahthestrokes)
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Então, de novo, fechar os olhos é voltar aquela rua, nós dois, vindo do meu esconderijo de infância, onde passei a maior parte do tempo fazendo promessas e me escondendo nos braços dos meus melhores amigos. Mas dessa vez só vejo você. Depois de sair de lá, nós dois de mãos dadas na rua da alm. 22. E é tão estranho, tão surreal, que eu olho pras sua mão na minha esperando que ela possa me explicar qualquer conceito abstrato. Mas ela não explica. Continuamos andando até a parada de ônibus. Um ônibus passa cheio de olhares curiosos, como se houvesse algo de absurdo dentro da gente. E quando eu te olho, já não é teu corpo, nem teu rosto, nem nada de ti a não ser tuas ideias, que vais repetindo assim como se fosses tu mesmo, quando eu passo a questionar, de fato, quem eu sou. Ou se só você trocou de corpo enquanto eu não vi. Mas nossas mãos continuam unidas, e isso alguma forma, me faz sentir como se a gente ainda se amasse. E aí eu acordo. Foi só um sonho, me convenço, mas ainda tem dois de você na minha cabeça.